Pra. Laudjane "Um pouco de mim"
- By Mateus Costa
- In: Entrevistas

Pastora Laudjane Carneiro Guerra Veloso, fundadora da Igreja Batista Filadélfia de Taguatinga juntamente com seu esposo Pr. Keison Abe Veloso. Filha do Pr. Djair Guerra e da Pra. Laura Guerra, mãe de três filhos: Daniel (18 anos), Susana (15 anos) e João Felipe (7 anos). Por ocasião do aniversário de 17 anos da Igreja Batista Filadélfia de Taguatinga e de 18 anos de ordenação do seu esposo, tivemos a oportunidade de entrevistá-la e reproduzimos aqui para que você possa conhecê-la um pouco mais.
Quanto tempo de ministério a senhora tem?
Nós completamos dezoito anos de ministério oficialmente, porque desde a ordenação do meu esposo eu fui ungida junto com ele. Não fui ordenada, mas ungida. De ordenação ao ministério, eu só tenho quatro anos, mas de ministério efetivamente exercido são dezoito anos.O que isso significa?
Significa plenitude, alegria, satisfação, prazer. Deus me chamou, eu disse sim e tenho vivido com alegria o ministério que Ele me chamou para viver.Em todos estes anos, qual foi o momento mais marcante?
É difícil destacar um momento. Houve vários momentos, mas entre eles vou citar a ordenação do meu esposo como um momento significativo; a igreja ser reconhecida um ano depois, também foi algo que me marcou tremendamente; depois de nove anos nós tivemos uma mudança significativa de quantidade e qualidade, quando saímos de um subsolo sem janelas para um templo para 2.500 pessoas, outro momento muito marcante; e o hoje - eu gosto muito de relevar o hoje, que é o momento em que eu vejo Deus nos trazendo uma maturidade com a qual temos sonhado e a proposta de novas conquistas também. Eu diria que, no ministério, cada dia é significativo, mas tem aqueles momentos que são inesquecíveis e esses que eu citei são assim para mim.Qual a maior dificuldade do ministério?
Manter um coração simples, fiel ao Senhor e entender que não é uma obra que o homem pode fazer, que a obra é de Deus, a igreja é pastoreada primeiramente por Jesus, o Supremo Pastor, e que nós somos aqui apenas os auxiliares de Deus, e ficar no equilíbrio: não deixar de fazer o que é a minha parte e não tentar fazer a parte de Deus. Para mim esse é o maior desafio.No casamento fala-se de crise de um ano, de crise de sete anos. No ministério existe algo parecido?
Sim. Existem crises ministeriais, quando você percebe que parece que a receita do bolo desandou, momentos ruins, instantes em que as pessoas estão descontentes, momentos em que você falhou em alguma direção de Deus e tomou uma decisão errada e por isso as conseqüências vêm, momentos de cansaço, porque nós somos humanos e cansa. É uma labuta que cansa, porque não pára. Você está em casa meia-noite e a guerra espiritual continua estabelecida, na madrugada você ora. Então não há aquele momento em que você coloca o papel na gaveta e diz: acabou. Isto também é outro desafio: você saber deixar um pouco de lado alguns desafios para não viver só em função deles. Então tem muitas crises, mas para cada uma delas existe sempre o livramento do Senhor.Na história do seu ministério, na história da IBFT, existe algum momento que considera muito especial?
Eu já citei alguns fatos que eu achei extremamente relevantes em termos de ministério, mas o que me marca mais hoje é ver pessoas entregando sua vida a Jesus. Por exemplo, tivemos reuniões aqui em que mais de trezentas pessoas entregaram sua vida ao Senhor, como num Congresso de Mulheres. Isso para mim é um marco que eu não posso deixar de registrar. Outra coisa que me marca todo tempo é ver o crescimento das pessoas. É muito gostoso ver tanto o crescimento físico - você recebe uma ovelhinha de nove anos, uma criança ali na escola dominical e depois a vê transformar-se num pastor com 24 anos, isso é fantástico, eu fico apaixonada de ver o desenvolvimento que Deus deu aquela pessoa - quanto o crescimento espiritual, que não tem a ver com a idade. Às vezes, um crente se converte e com três ou quatro anos já está sendo ordenado, já é um líder na igreja, um grande levita, uma pessoa que chegou com vícios, com enganos. Ver Deus transformando pessoas assim em crentes cheios do espírito santo é o maior marco que a gente pode ter dentro da igreja de Jesus.Uma das suas obras mais marcantes aqui na igreja é o Miss Batom, um congresso muito conhecido. O que pode nos dizer a respeito?
O Miss Batom é um projeto que veio do coração de Deus. Antes de ser uma obra minha, é da igreja como equipe. As mulheres que nos ajudam são notáveis, fantásticas. Eu tenho uma equipe maravilhosa, mas sei que o sucesso desse trabalho se deve a ele ter nascido primeiro no coração de Deus. Sabe quando Deus te conta um projeto dEle e diz que é você quem vai executá-lo junto com o poder do Espírito Santo, com o Espírito Santo te usando? Então, foi isso. O Miss Batom veio de Deus. Deus falou: “Eu quero resgatar as mulheres, eu as amo. Assim como Eva foi enganada pela serpente, hoje o meu Espírito está tirando as mulheres do engano”. O Miss Batom é uma obra, em primeira instância, de resgate da vida das mulheres, da identidade delas em Deus e para Deus. Por isso o sucesso veio, porque não temos nada se do céu não nos for concedido. Então, quando a obra é de Deus, ela se estabelece.Defina a IBFT em uma palavra ou em uma frase.
Eu definiria a IBFT como a Igreja do amor. Para mim ela significa família. Esse é o maior marco do meu coração em relação esta Igreja.Deixe uma mensagem para as suas ovelhas.
Amo cada um de vocês, independente da idade, do sexo, da situação social ou até mesmo espiritual, do tempo de conversão. Amo as ovelhas que Deus colocou neste rebanho. Cada uma para mim é única e importante. Ver vocês sorrirem realiza o meu coração como Pastora. O bem-estar de vocês é o meu bem-estar e o da minha família. Que Deus os abençoe. Que o Senhor os faça crescer e aumentar em amor. Termino com o texto de I Tessalonisenses 5.23: “Que o Deus da paz os guarde íntegros e irrepreensíveis para o dia de Cristo Jesus, corpo alma e espírito”. Amém. Por Ricardo e Keila Vilas BoasFoto Marlúcia Matos
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